Alta domiciliar após revascularização dos membros
CIRCULAÇÃO SAUDÁVELARTÉRIAS


Um dos desafios ao lidar com idosos com isquemia de membro inferior é proporcionar uma alta segura. Este texto fornece algumas orientações para segurança do cuidado destes pacientes
A alta domiciliar após intervenções para isquemia de membro, como a isquemia crônica com ameaça ao membro (CLTI), é um marcador fundamental de recuperação e funcionalidade do paciente. Segundo as fontes, a taxa de pacientes que não retornam diretamente para casa (alta não domiciliar) varia entre 12,9% no Japão e aproximadamente 20% a 25% nos Estados Unidos.
Os principais preditores para a impossibilidade de alta domiciliar incluem:
• Idade e Estado Funcional: Pacientes com idade avançada (especialmente acima de 70-77 anos) e aqueles com mobilidade reduzida (uso de cadeira de rodas ou acamados) apresentam maior risco de necessitar de centros de cuidados crônicos. O status funcional independente é um forte preditor de sucesso no retorno direto para casa.
• Comorbidades e Gravidade: A presença de insuficiência renal, insuficiência cardíaca congestiva (CHF), diabetes e feridas abertas antes do procedimento aumenta as chances de uma alta não domiciliar.
• Fatores do Procedimento: Tempos operatórios prolongados e a ocorrência de complicações perioperatórias (como AVC ou sangramentos maiores) são determinantes críticos que dificultam a alta domiciliar direta.
A alta não domiciliar está associada a uma maior vulnerabilidade e custos de saúde elevados. Um desafio significativo é a continuidade do cuidado: mais de 50% dos pacientes que não vão para casa após a alta não possuem consultas de acompanhamento agendadas, o que prejudica a vigilância de feridas e a detecção precoce de isquemia recorrente.
Para otimizar as taxas de alta domiciliar, recomenda-se a estratificação de risco precoce, a redução da invasividade dos procedimentos e um planejamento de alta estruturado que inclua a coordenação com serviços de atendimento domiciliar
Fontes:
Hata, Y., Iida, O., Takahara, M., Kohsaka, S., Haraguchi, T., Horie, K., Mano, T., Amano, T., & Kozuma, K. (2025). Non-home discharge after endovascular therapy for chronic limb-threatening ischemia: Insights from a Japanese nationwide registry. Circulation Journal. Publicação antecipada online. https://doi.org/10.1253/circj.CJ-25-0698.
Li, S., López González, D. B., Di Capua, J., Reid, N. J., An, T., Som, A., Daye, D., & Walker, T. G. (2022). Predictors for nonhome patient discharge following lower extremity arterial interventions. Journal of Vascular and Interventional Radiology, 33(8), 987–992. https://doi.org/10.1016/j.jvir.2022.04.023


